![]() |
| Cena de E se meus pais soubessem? em Caetité/BA. |
sábado, 9 de março de 2013
terça-feira, 6 de novembro de 2012
E SE MEUS PAIS SOUBESSEM?
Espetáculo do Grupusina aborda o drama de um jovem que se descobre gay e se apaixona por um amigo
confuso com sua sexualidade.
O espetáculo mostra o conflito pessoal
de um adolescente com sua identidade em formação. Uma comédia romântica cujo
personagem principal, com sua orientação claramente homossexual, sofre
preconceito, abusos e violência física na escola, ao passo que não consegue se
comunicar com os pais ou amigos. Apaixona-se por um colega com orientação
bissexual e igualmente confuso. Em determinado momento ele é abordado por sua
consciência - oposta à sua personalidade - que lhe mostra o outro lado da
situação, deixando claro que uma tomada de posição e conscientização da própria
identidade mudará as coisas radicalmente.
“A
encenação transita em vários níveis do inconsciente e não atende a uma
sequência lógica; brinca, mesmo, com a metalinguagem e os estereótipos”, afirma o diretor Uarlen Becker.
E
se meus pais soubessem?
é uma peça que trata de temas atuais e comuns aos adolescentes em escolas e em
seu cotidiano; é dirigida aos jovens, pais, professores e alunos e estimula o
senso crítico e a compreensão de temas polêmicos, como a homofobia e o bullyng. Unindo realismo e ludicidade, a
peça desperta, sobretudo, o respeito às diferenças. O texto convida o público a
uma reflexão sobre a diversidade sexual e, principalmente, é um alerta contra
os preconceitos e estereótipos criados em nossa sociedade. O espetáculo é um
trabalho suprapartidário e laico e não visa incentivar um proceder em detrimento
de outro, mas valorizar o direito à diversidade e livre expressão através da
poderosa ferramenta que é o teatro.
Com Alef Bernardes, Geverton Lima e Gleidson Figueredo
Texto: Geverton Lima, Gésner Braga e uarlen Becker
Direção: Uarlen Becker
Iluminação e cenário: Uarlen Becker
Trilha sonora e operação: Gabriel Carneiro
Coreografia: Lucas Santos
domingo, 22 de abril de 2012
MELÔ O DRAMA: MELODRAMA
O melodrama é um gênero
teatral que começou a se desenvolver no século XVIII, influenciando as
artes dramáticas até os dias atuais. Sua especificidade é a utilização
de música e ação dramática (diálogos falados), porém se diferenciando da
ópera, por utilizar música incidental para expressar a carga emocional
das personagens e as situações em que se encontram imersas. Já no século
XIX, o melodrama se define como gênero teatral, por utilizar com
autonomia a prosa, numa linguagem popular, recheada de mistério,
sentimentalismo, suspense, e outras formas de sofrimento e alegria
próprias do cidadão comum, o proletariado.
É característica do melodrama intensificar as virtudes e
vícios das personagens, sejam elas vilãs ou heróis, enfatizando-lhe
artificialmente determinadas características, pois o objetivo maior
desta estética é impressionar e comover cada espectador, através da
“verossimilhança” (semelhança com a realidade), reafirmando a qualidade moral e sentimentalista da obra.
O francês René-Charles Guilbert de Pixerécourt (1773-1844) foi um dos
autores mais importantes de melodramas de sua época, escrevendo um
número aproximado de cem peças. É considerado o criador do Melodrama, em
1800 com sua obra Coeline, onde utilizou diversas máquinas, cenas de
combate e danças para construção de suas cenas, alternando elementos
estéticos da tragédia e da comédia. Outros grandes representantes desta
forma de teatro são: o inglês Thomas Holcroft (1745-1809), o alemão
August Friederich Von Kotzebue (1761-1819) e, nos Estados Unidos Dion
Boucicault (1822-1890).
O melodrama teve influência decisiva para o surgimento do Drama
Romântico, e no final do século XIX o surgimento do Folhetim. O período
do “Naturalismo” no teatro, veio negar a forma de interpretação
Melodramática, por ser considerada exagerada e antinatural, possuidora
de um efeito de apelo fácil e gratuito ao espectador.
Publicado originalmente em http://www.infoescola.com/teatro/melodrama/
DE LÁ PRA CÁ
Julieta
(Cantando) – Arranquei a batata da
terra
arranquei a batata da terra
Só
nos resta a canção
arranquei a batata da terra
A
balada do lado sem luz
arranquei
a batata da terra!
![]() |
| Cena de Balada do lado sem luz no Teatro SESI/Rio Vermelho em Salvador, 2001. Em cena Ana Paula Carneiro e Uarlen Becker. Texto, direção e iluminação Uarlen Becker. |
Romeu - É da guerra, Julieta!
Julieta – Hein? Não ouvi!
Romeu – O que você disse?
Julieta – Que não ouvi!
Romeu – Não ouviu o quê?
Julieta - Ai, o que você falou Romeu!
Romeu – Eu falei que não é batata da terra,
é batata da guerra!
Julieta – Não, é da terra, mesmo!
Romeu - Deve ser!
Julieta - Mas Romeu me diz uma coisa!
Romeu – Digo!
Julieta – Por que será que na guerra os
soldados comem batatas?
Romeu – Ah, acho que é pra dar mais firmeza
pra enfrentar as batatas.
Julieta – As batatas?
Romeu – Perdão. Pra enfrentar as batalhas!
É que uma batalha, como toda guerra, é uma batata quente!
Julieta – A gente come batata todo dia e
não estamos em uma guerra!
Romeu (Para as roupas) - Entenderam?
COMÉDIA
![]() |
| Personagens da peça A Bofetada |
A importância da comédia era a possibilidade democrática de sátira a todo tipo de ideia, inicialmente política. Assim como hoje, em seu surgimento, ninguém estava a salvo de ser alvo das críticas da comédia: governantes, nobres e nem ao menos os Deuses (como pode ser visto, por exemplo, no texto As Rãs, de Aristófanes).
Hoje a comédia encontra grande espaço e importância enquanto forma de manifestação crítica em qualquer esfera: política, social, econômica. Encontra forte apoio no consumo de massa e é extremamente apreciada por grande parte do público consumidor da indústria do entretenimento.
Assim, atualmente, não há grande distinção entre a importância artística da tragédia (mais popularmente conhecida simplesmente como drama) ou da comédia. Em defesa do gênero, o crítico de artes Rubens Ewald Filho lembra o ditado: "Morrer é fácil, difícil é fazer comédia". De fato, entre os artistas, reconhece-se que para fazer rir é necessário um ritmo (conhecido como timing) especial que não é dominado por todos.
É difícil analisar, cientificamente, o que faz uma pessoa rir ou o que é engraçado ou não. Mas uma característica reconhecida da comédia é que ela é uma diversão intensamente pessoal. Para rir de um fato é necessário re/conhecer (rever, tornar a conhecer) o fato como parte de um valor humano - os homens comuns - a tal ponto que ele deixa de ser mitológico, ameaçador e passa a ser banal, corriqueiro, usual e pode-se portanto rir dele. As pessoas com frequência não conseguem achar as mesmas coisas engraçadas, mas quando o fazem isso pode ajudar a criar laços poderosos.
Publicado originalmente em http://pt.wikipedia.org/wiki/Com%C3%A9dia
Assinar:
Postagens (Atom)







